28/07/2011

"O CLOWN ARTESÃO DO AGORA"


Curso de Palhaço em Resende

“O Clown Artesão do Agora”

Com o Palhaço Batatinha, Filipe Codeço

Dias 09, 10 e 11 de setembro, sexta a domingo, total 16 horas.

No Teatro de Bolso

Indicado para:

- Professores

- Palestrantes

- Pessoas que querem vencer a timidez

- Vendedores

- Área de RH

- Atores, músicos, dançarinos, artistas em geral.

- Pessoas que buscam alegria!

O Clown Artesão do Agora é um trabalho sobre o íntimo ridículo que edifica cada um de nós. Uma busca pela deflagração, através de dinâmicas diversas, de um humor peculiar e intransferível que ocultamos sob nossas carapaças cotidianas. O estúpido, o risível, o absurdo que tentamos nunca revelar em público. Mas buscando sempre que o entendimento chegue pela via corporal, fugindo das vias meramente psicológicas.

OBJETIVOS

- Trabalhar o íntimo ridículo que reside em cada ser a partir de exercícios e jogos que deflagram a natureza clownesca.

- Buscar o peculiar e intransponível que nos edifica. O estúpido, o risível, o absurdo que nunca revelamos.

- Construir um corpo cômico, com sua lógica própria, alicerçado nos seguintes princípios: - Ritmo – Divisão com o público – Relação Branco e Augusto – Foco da ação – Figuras matrizes – Estados de espírito.

DINÂMICA ESTRUTURAL

Há primeiramente um aquecimento que prepara fisicamente o corpo, deixando-o disponível ao jogo e ativando sua percepção. Num segundo momento passamos para uma seqüência de exercícios que ativarão o estado de presença dos participantes e estimulará a relação entre estes. Em seguida será a hora do picadeiro. Os participantes, sozinhos ou em dupla, terão que se expor e tentar estabelecer uma comunicação com a platéia. Em todos os três momentos, técnicas da arte do palhaço serão introduzidas conforme forem surgindo a necessidade delas.

OBS: Dependendo do desenvolvimento da turma, podemos realizar saídas de rua, para experimentarmos com o público leigo, princípios trabalhados em aula e ainda, finalizando o curso, realizaremos uma noite de apresentação dos números que forem desenvolvidos e aprimorados durante o curso.


Filipe Codeço é ator, coach, clown e videomaker. Licenciado em Artes Cênicas pela UNIRIO.

Ao longo de seu percurso já estudou com os mestres Ricardo Pucceti (LUME Teatro), Angel Vianna, Paula Nestorov, Jango Edwards (EUA), Chacovachi (Argentina), Cia Chapitô (Portugal), Cia Dos a Deux, Márcio Libar, Leela Alaniz, Cristina Pereira, Ana Kfouri, François Kahn (França), Regina Miranda e João Saldanha.
Já atuou em diversos espetáculos com os quais percorreu festivais e mostras no Brasil e no mundo, como o "Encontro Internacional de Palhaços - Anjos do Picadeiro 7", a "Festa Internacional de Teatro de Angra dos Reis (FITA)", o "Festival Internacional de Teatro Universitário de Monastir (FITUM)" na Tunísia, entre outros.

Links de Vídeos:

http://www.youtube.com/watch?v=sw0hP5Ss3BI

http://www.youtube.com/watch?v=iX4VE3UJUMk&feature=fvwrel

http://www.youtube.com/user/filipou#p/f




"Este workshop foi elaborado partindo de experiências que tive com diversos mestres da arte da clownaria como Jango Edwards, Chacovachi, Ricardo Puccetti e Marcio Libar, mescladas a uma frequente pesquisa da arte do ator em si e a intervenções semanais no ambiente hospitalar. Um caldo de referências assimiladas e experienciadas na prática, através da elaboração e apresentação de números e espetáculos." Filipe Codeço.


Informações:

Sexta de 18 às 22hs

Sábado e domingo de 10h às 18h, com uma hora de intervalo para almoço.

Investimento: R$ 120,00 (2x de R$60, agosto e na data do curso)

Local: Teatro de Bolso.

End: O Teatro de Bolso de Resende fica localizado no Espaço Cultural Altamiro Pimenta, embaixo do Museu de Arte Moderna, no Centro Histórico de Resende. A 50M do Terminal Rodóviário.

Contato:

(24) 98273442

oka.timburiba@gmail.com.br

www.okatimburiba.blogspot.com

06/06/2011

VIVÊNCIA PALHACÍSTICA COM A JURUBEBA

Dia 18 de junho a Oka Timburibá realiza mais uma oficina de clown. Juntamente com a Casa Azul Artes Práticas, convidamos todos os interessados em alegria e diversão para passar um dia excepcional com a palhaça Jurubeba.

O curso acontece sábado dia 18 de junho, de 10h da manhã até 18h na Casa Azul Artes Práticas em Penedo na entrada do Martinelli.

Para participar é preciso ser maior que 14 anos e contribuir com a quantia de R$70. Tá fácil hein?

“O Despertar do Clown = A Mentalidade do Palhaço" com Gabriela Winter (Jurubeba), é dirigido a todos interessados no tocar a alma, no fazer rir, na pureza e na psicologia do palhaço. Este trabalho, além de despertar um novo olhar sobre tudo, propicia grande desenvoltura e é uma excelente ferramenta para qualquer tipo de expressão artística e pessoal.

GABRIELA WINTER: Formada em Artes Cênicas pela Univ. Anhembi Morumbi, é a idealizadora e diretora do Clownbaret (www.clownbaret.com.br).Estudou com Jango Edwards e na ‘Scuola di Arti Circensi e Teatrali”em Milão e Philippe Gaulier, na Escola de Clown de Barcelona, tendo trabalhado para Dario Fô , para o Milano Clown Festival, entre outros. Trabalhou como Clown na Espanha, na Itália e no Brasil.


30/05/2011

Piquenique Cultural no Parque das Águas

Por que festejar três anos de resistência? Porque trabalhar com arte e cultura no Brasil é tirar leite de pedra. Em primeiro lugar no ranking dos obstáculos está a forma de ensino praticada em nossas escolas geradora de uma falta de consciência crítica sistêmica. Daí por diante o que se segue são as consequências dessa baixa qualidade no ensino, o que acaba proporcionando ao cidadão comum brasileiro, um futuro medíocre e um padrão cultural chulo. São poucos os brasileiros que usufruem de arte e os artistas que conseguem viver do próprio trabalho são exceções. Igualmente raros, são as pessoas participativas no processo cultural, a maioria constitui a massa passiva. Mas podemos mudar isso? Sim. Exigindo uma educação melhor e cada um fazendo a sua parte. A nossa é a produção cultural. O artista caminha lado a lado com o professor no processo de aprendizagem, assim como o cientista ou o atleta. A arte educa e desperta a sensibilidade de maneira indireta e amplia nossa visão de mundo. Nossa tarefa é difícil por querermos subjetividade no mundo da produtividade. Então vamos deixar de lado as porcas e parafusos e voltar nossa energia para produzir subjetividades. A Oka Timburibá é isso.

E aproveitando a ocasião, vamos colocar em prática o discurso! Estão todos convidados!

confiram as fotos





Agradeçemos a presença de nossos parceiros e amigos Projeto Raiz de Valor - Jamile Whately, Capoeira Gerais - Prof. Edu e Inst. Mulão e ao Grupo Los Okos.


03/01/2011

NOVO ANO FELIZ, 2011 ESTÁ AÍ. (Atividades no Parque)

2010 foi dez! Um ano de indiscutível amadurecimento artístico e profissional. Aliás, desde o início de nossa empreitada estamos nos aprimorado nas artes e nos negócios, nos dando conta de nossos defeitos e percebendo antigas características como verdadeiras virtudes dentro desta sociedade competitiva e individualista. Não é fácil trabalhar com arte em qualquer parte do nosso país, e numa cidade pequena como Resende, ainda existem mais desafios: um mercado ainda em formação, poucos artistas de qualidade para a troca de experiências, falta de diversidade de professores e acesso a formação, nosso próprio amadorismo, algumas posturas equivocadas deturpando o discurso de ser independente no ramo artístico e por aí vai. A lista dos desafios não é curta. Mas o que realmente nos interessa é melhorar, ainda que isso implique em mudanças de velhos hábitos. Por isso, a saída do casarão é amenizada e motivada pela perspectiva de aperfeiçoamento. O fato era que manter o casarão estava nos tomando quase todo o tempo e energia, desviando-nos de nossos ideais mais importantes, e isto, porque tropeçamos vezes demais ao longo do caminho. A situação se transformou num ciclo vicioso. Precisávamos realizar festas aos finais de semana para conseguir o dinheiro das contas, e durante a semana, poder agitar exclusivamente as atividades artística. Mas, para as festas serem boas e termos o tão esperado lucro, tínhamos que organizar tudo durante a semana, e daí as atividades semanais ficavam comprometidas. Ou, se ficávamos mais ligados nas atividades da semana, as festas não ocorriam como o esperado, não rolava o cash e daí fu#%a tudo!!!

E como dar conta das novas oportunidades? Como arranjar tempo para nosso ofício de artistas?

Fomos enlouquecendo e estressando, mas por alguma "graça de Deus", resolvemos pisar um pouco no freio de nossa ânsia de abraçar o mundo! Pronto, fomos reavaliar a importância de um Centro Cultural Independente, com sede própria, em nossa cidade. E ficamos satisfeitos com outras iniciativas que também começam a se organizar no município, ao ver que a Prefeitura finalmente comprou e reformará o Cine Vitória, que o Teatro de Bolso está lá para ser ocupado com atividades, que a Rua é nossa, que existem novos empreendedores como o Centro de Dança de Resende, projetos sociais como o IÇA e o Raiz de Valor,o Atelier Cultural Porto das Artes, O pessoal da Enxofre, um terreiro cultural como os Kalimbas e diversas outras iniciativas que esqueçemos de mencionar aqui e que ajudam a configurar um ambiente bem mais propício para as artes do que aquele que encontramos a três anos atrás, justamente num período de troca de governos. De lá pra cá, nossa região ganhou boates, bares, pubs, praças e parques revitalizados, novos coletivos artísticos, serestas, mais opções de divertimento e entretenimento onde a arte pode muito bem se inserir. Então, finalmente percebemos que não seria tão doloroso sair do casarão e não pararíamos pela falta de sede, pelo contrário, com a economia do aluguel e das despesas poderíamos agitar ainda mais a cidade. Fazer mais barulho nas cabeças pensantes. Melhorar!

Prof. Toninho Benevente

Em 2011, começaremos devagar para poder acelerar com confiança e estabilidade no decorrer do ano. Afinal, estamos em fase de reavaliação, mas mesmo assim, não vamos parar com tudo. Primeiro começarão as atividades no Parque da Águas, por enquanto sem estardalhaço, “no sapatinho”. A partir desta segunda, dia três de janeiro, de segunda a sexta no horário de 17h às 19hs estaremos oferecendo oficinas gratuitas para os frequentadores do Parque. Essas oficinas eram as que já aconteciam na Oka, através dos professores voluntários Toninho Benevente, Betina Happ, Rayff Esperança e o coletivo palhacístico “Los Okos”. Essas pessoas compartilham nosso ideal de melhorar a sociedade através da arte e cultura. Por isso o mínimo que podemos fazer é criar condições para a continuidade imediata desse trabalho conjunto, mesmo que ainda não seja de forma ideal. Lá no Parque, enfrentaremos dois obstáculos, a falta de cobertura e a falta de lugar para guardar os instrumentos de percussão. Por esses motivos o combinado será o seguinte: em caso de chuva no horário programado, de 17h às 19hs, as oficinas acontecerão logo após a chuva. E para as aulas de percussão quem quiser trazer seu próprio instrumento será bem recebido. Apesar de termos instrumentos suficiente para a aula, poderemos ter algum problema na logística de transporte e manuseio dos instrumentos da Oka. E quem quiser ajudar cedendo um local próximo ao parque para guardarmos três surdos e alguns instrumentos menores, aceitaremos com prontidão.

As oficinas são as seguintes:

Segunda – Percussão

Terça e quinta – Aula/treino de Malabares

Quarta – Oficina de Canto

Sexta – Encontro e apresentação de palhaços

Grato

Daniel Sá

O.C.T.

16/12/2010

Anjos do Picadeiro e a Saída de Casa da Oka em 2011

Fomos ao Anjos do Picadeiro 9, o Encontro Internacional de Palhaços produzido pelo Teatro de Anônimo no Rio de Janeiro entre os dias seis e doze de dezembro de 2010. Foi demais assistir aos espetáculos, participar da palhaceata, estar próximo aos palhaços conhecidos, reconhecidos e anônimos. Foi realmente um encontro. A maior parte do público era de pessoas envolvidas com o fazer rir e refletir do palhaço. Cinco dias intensos em que a platéia dirigia-se em bloco de uma apresentação à outra, de um teatro ao outro, de praça à praça e depois, para as festinhas, pros cabarés. Nessa onda as pessoas iam se conhecendo. Os palhaços que estavam nesse bolo hora estavam assistindo, hora estavam se apresentando. E os mestres eram figuras fáceis de se aproximar, cumprimentar e trocar umas idéias, estavam misturados aos demais. Foi muito bom recarregar as pilhas justamente nesse final de ano e final de ciclo para Oka.

“Tudo passa, tudo muda”. “Só existe o presente”. Passado e futuro são meras suposições, projeções imperfeitas e incompletas daquilo que foi e daquilo que pode ser. Só o presente é digno de realidade. Essas verdades universais podem ser extremamente sufocantes para alguns ou mesmo superficiais para outros e, ainda fugir completamente da percepção da maioria, dependendo de quem ou de como as enxergamos. Porém, são verdades inexoráveis que regem o universo e a vida. Mas como podemos viver assim, sem apego ao passado e sem acreditar no futuro? Acho que afirmando o presente e vivendo intensamente o momento é uma boa saída! A Oka Cultural Timburibá vai sair de casa em 2011. Deixaremos o casarão que foi nosso começo e nossa tão adorável sede. Começaremos nova fase, ainda com poucas certezas e reavaliando o passado sob a luz do presente. Dois anos e meio se passaram, e neles agregamos pessoas, artistas, admiradores, adversários, invejosos, amigos. Experimentamos e desenvolvemos arte, cultura, linguagem. Crescemos pessoalmente, formamos um coletivo, ganhamos prêmios. Produzimos e ajudamos mais de cem eventos; festas, shows, encontros de percussão, oficinas, workshops, mostras, exposições, lançamentos de livros, peças teatrais, performances na rua, vídeos e outras coisas sem classificação, mas fizemos o que podíamos e o não podíamos (ou que não nos deixavam). Mas agora é hora de mudar, de trocar a roupa, apertar o passo, seguir em frente. Tornou-se imperativo cortar os gastos para podermos investir mais, para chegarmos mais longe. E andar sem bagagens extras é um alívio para as costas.

O objetivo principal da Oka é agitar artisticamente nossa região, formar artistas e público, criar e experimentar arte e desenvolver o mercado. Essa é a nossa visão. Uma sede é super importante para isso, mas não é o essencial. Que loucura bancar o aluguel de um casarão só pra fazer arte!!!!! Para quem só pensa no retorno financeiro era coisa de maluco, de artista doido varrido. Fazer arte é correr riscos, não é estabilidade. Tudo bem, se não dá mais para bancar o aluguel, vamos sair de casa então. Vamos pedir teto na casa do vizinho, do irmão, do amigo. Vamos levar nossas atividades pra rua. Por enquanto, no presente, faremos isso: vamos nos integrar a quem também está agitando, vamos engrossar o caldo em Resende, em Penedo, em Quatis, em Volta Redonda. Sentimos falta de que pessoas interessantes, interessadas em arte, chegassem junto da nossa iniciativa. O que muitas vezes podia ter acontecido, mas por algum motivo não acontecia, nos deixando perplexos, pois sabíamos que estávamos fazendo nossa parte. Mesmo que essa parte contivesse algumas falhas, era o que podíamos oferecer , uma sede, um casarãovoltado apenas para as artes. Mais que isso fugia as nossas capacidades. Mas agora sem o casarão e com a consciência tranquila resolvemos nós mesmos nos unirmos a quem já esta fazendo. Porque muitas vezes quem podia ajudar só não ajudava por que também estava ocupado realizando algo. Vamos ajudar vocês agora.

Os primeiros passos nesse novo caminho serão levar as aulas gratuitas para o Parque das Águas e a produtora cultural para uma sala comercial no Center sul em campos Elíseos. No Parque das Águas estaremos de segunda a sexta desenvolvendo oficinas de arte gratuitas entre às 17h e 19hs. Serão oferecidas aulas de percussão, coral, malabares, vídeo e encontro prático de palhaçada. E nosso quartel general para reuniões e visitas será lá no quarto andar do Center sul, sala 402, em Campos Elíseos, no prédio entre a Peg Mel e a Caixa Econômica Federal. Lá estaremos nos preparando para os eventos e atividades que daremos início após o carnaval de 2011 e, no Parque das Águas nos próximos janeiro e fevereiro estaremos realizando as oficinas de verão. Essas oficinas começam em 2011, dia cinco de Janeiro e vão até o sábado que antecede o carnaval. Nessa data, 26 de fevereiro, será o fechamento das oficinas. O ponto máximo do movimento no parque será nosso bloco (pré) carnavalesco. A bateria formada pelos alunos de percussão, os cantores e puxadores pela galera do coral, os foliões malabaristas e palhaços e a galera do vídeo fazendo o registro. Será demais. Sairemos de casa para ganharmos a Rua. Mas calma, antes, no meio desse bafafá, arranjaremos tempo para um bota fora. Pra quem vai ficar com saudades será imperdível, pois será a última festa em nossa ( antiga) casa. Fiquem atentos, que logo logo anunciaremos a data do bota fora!!!!

Um forte abraço

Daniel Sá.